É hora da virada
Nos últimos anos acredito que fiquei “calejado” de tantas crises. Em 2003 quase fomos…
Nos últimos anos acredito que fiquei “calejado” de tantas crises. Em 2003 quase fomos rebaixados, em 2004 perdemos o título para os coxas em plena Baixada e a torcida quebrou o estádio. Em 2005, a crise teve o seu ápice na goleada sofrida pelo Atlético contra o Medelin por 4 a 0.
Bem, sabemos o quanto somos fortes. O quanto nossa TORCIDA é forte. Hoje, o site oficial rebateu as críticas sobre o preço do ingresso. Como já frisei anteriormente, quanto a isso não tem o que reclamar. Aceitamos essa condição quando sonhamos com um estádio padrão europeu. Para abri-lo custa dinheiro e como o sonho da diretoria em tornar o estádio auto-sustentável ainda não se realizou, não se pode gastar muito com a manutenção do estádio. De forma racional e encarando a realidade exponho essa idéia. Mas o que eu queria mesmo era a torcida vibrando, o estádio inteiro colorido por faixas,bandeiras e o majestoso bandeirão da organizada. A realidade, infelizmente, é outra. Mas devemos nos unir nessa empreitada de trazer o nosso Atlético de volta. Do time que empurrado pela torcida, atropelava todo mundo.
Como estamos em um periodo de transformação, pela próxima obra de conclusão da Baixada, estaremos expostos a esse “freio de mão” da diretoria quanto ao futebol. Vários times que conhecemos pelo mundo afora, se estruturaram durante anos e só foram garantir resultados expressivos quando terminou os investimentos em estrutura. O fato é que nós fomos diferentes, ao mesmo tempo que investíamos em estrutura, fomos a 3 Libertadores e ganhamos 1 Campeonato Brasileiro e ainda fomos Vice-campeões continentais. Hoje, está muito dificil fazer futebol em nosso país. A prova disso, é que temos que importar jogadores de países que não tem tanta expressão no futebol mundial como nos tais como, Chile, Colômbia, Paraguai e etc…O Palmeiras é dependente de um chileno o “El Mago” Valdivia, não diferente o Atlético depende de David Ferreira um colombiano bom de bola e com certeza já está dependendo de Valência que também é colombiano e só jogou duas partidas oficiais pelo Atlético.
Não gosto da discussão e da parede que foi criada entre torcedores atleticanos. Eu respeito as idéias da organizada, assim como respeito as idéias da diretoria. O fato é que precisamos de união, os dois lados precisam ceder um pouco em relação as suas idéias e com humildade, chegar a um cenário confortável para que o time possa voltar a vencer em casa. Lógico que em ínumeras vezes que vou a Baixada, fico indignado com alguns jogadores quem teimam em vestir a camisa Rubro-Negra. Mas procuro esquecer, e olhar para o manto sagrado que eles vestem e cantar,cantar e cantar…Essa é a essência do torcedor Atleticano e isso nunca vai mudar. A essência do torcedor coxa é reclamar, mas a nossa não é. Temos que voltar a ser o que éramos, vamos fazer a nossa parte. Ou seja, cantar e vibrar.
O Caldeirão e o Furacão de antigamente, voltarão. Basta termos fé!
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