Fora da casinha

Ainda estou ouvindo a entrevista do nosso presidente à rádio Transamérica. Como disse o Airton Cordeiro, “um cavalheiro; incapaz de ofender alguém”. O homem não pertence ao mundo do futebol ou o futebol não pertence ao seu mundo.

Ele disse claramente: “Em 2000, o então presidente Ademir Adur contratou meu escritório de advocacia”. Esse, portanto, foi seu primeiro contato com o rubro-negro. O cidadão é educadíssimo, mas sua cordialidade não combina com os palavrões que vêm das arquibancadas. Futebol é resultado. Todos nós, que amamos o Atlético, só queremos uma coisa: respeito. Respeito ao clube, às tradições, mas principalmente por nossas conquistas nos últimos anos. Não queremos ver nosso time na zona de rebaixamento, e faremos o impossível para que isso não aconteça. Mas, me perdoem, o Marcos Malucelli “abre” as entranhas do Atlético com uma simples pergunta. Os comentaristas acham isso “transparência”, eu acho que o excesso de transparência pode tornar as coisas invisíveis. O que nosso presidente vê não é o mesmo que eu vejo. Olhem o que ele falou: “O Waldemar não foi demitido. Ele me falou que ficou triste porque foi xingado por alguns torcedores quando fez uma substituição. Ele recebe para treinar o time, e não para ser xingado…” Meu Deus, eu estou ficando louco? Um cara que não sabe o que fazer em campo fica ressentido por ser xingado pela torcida que paga seu salário? Ele nunca foi cobrado em seu trabalho? No futebol é assim.

Acho que meus dois neurônios estão brigando. Eu não entendo mais nada, acho que o futebol é muito complexo para mim. Talvez eu deva jogar damas. E quero fazer um convite público: Marcos Malucelli e Waldemar Lemos, querem jogar comigo?