Há que se destacar também o papel da imprensa que, de forma mascarada, também acaba por incitar a violência entre torcidas quando em frases desmedidas acirram ainda mais os ânimos desses irracionais.
Pode-se destacar a manchete no caderno de esportes da Gazeta do Povo de segunda-feira onde, em letras garrafais, lia-se: Só faltou a taça, numa alusão à comemoração dos jogadores Coritiba por terem vencido (nos descontos) o
Atlético no último domingo.
Notório o grau de deboche impregnado em tal manchete, afinal, comparar uma vitória (na base do desespero) com a conquista de um campeonato não é sequer razoável, ainda mais quando se observa o histórico de confrontos entre as duas torcidas.
Ressalte-se que, no ano do centenário (que mereceu até contagem regressiva deste jornal), o Coritiba não ganhou nada, fato amplamente destacado entre os torcedores atleticanos, e que, pelos termos daquela manchete, seria a resposta do coxa à provocação atleticana.
Acredito que o editor deste jornal (que espero não sofra de alguma deficiência cognitiva) deva ser mais prudente, cauteloso e imparcial, evitando deixar de forma tão escancarada sua preferência para este ou aquele time.
Note que a postura de seu editor não condiz com quem se propõe a ser o grande jornal do Paraná.
E agora, depois da tragédia consumada (morte do torcedor atleticano), começam a permear nas páginas deste jornal uma hipócrita campanha pela paz nos estádios. Talvez uma redenção pelas besteiras que vivem sendo estampadas em suas manchetes.
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