Cronistas e dirigentes coxas estão a despejar uma diarréia diária na imprensa, inconformados com o benefício do potencial construtivo na reforma e conclusão da Arena.
Querem tratamento igual, querem isonomia, vociferam.
Até mesmo o colunista Luiz Cláudio Massa, uma réstia de claridade na absoluta vastidão escura da imprensa coxa, embarcou nessa.
Isonomia significa, literalmente, igualdade perante a lei.
No caso da Arena temos que o benefício ao Atlético pelo Estado através da Lei não é um benefício unilateral. Ao proveito que está obtendo, o Clube está retribuindo ao Estado e a Sociedade lucros desmedidamente maiores.
É só comparar.
Ao Clube coube a garantia do potencial construtivo (R$ 90 milhões ou 120 milhões, depende da Câmara Municipal) mais as isenções fiscais em produtos e serviços na execução da obra (estes decorrentes de Lei Federal abrangente aos 12 estádios que sediarão jogos da Copa). A economia com tais isenções aí na casa dos 30/35 milhões, estimo.
Lembrando que o benefício do potencial construtivo é obtido mediante uma engenharia financeira na qual um só centavo sai e um só centavo deixa de entrar para o Erário Público. Muito feliz e apropriada a expressão engenharia financeira para a solução encontrada.
Esses os benefício ao Clube.
Em contrapartida quais os benefícios do Poder Público (Estado e Município)e da sociedade ?
a) de pronto uma economia não inferior a 600 milhões não necessitando construir um estádio – lembrando que, ao contrário de outros Estados (Rio, Minas, DF, Salvador, Natal …) o Poder Público paranaense não dispunha de área própria para a edificação, teria que adquiri-la);
b) também as verbas do Governo Federal para a ínumeras ‘obras da Copa’, via PAC, indispensáveis obras de infraestrutura que, de outro modo, não teriam vindo – já exaustivamente declinadas por colaboradores diversos neste espaço;
c) os lucros da rede hoteleira e gastronômica com o turismo e consequente geração de tributos;
d) a exposição e divulgação da Capital e municípios outros (Fóz do Iguaçu, em especial) através da mídia.
E muitos e tantos outros benefícios secundários.
Ponha-se na balança os benefícios ao Clube e os benefícios do Estado e da Sociedade e imagine a posição dos pratos…
Querem os coxas (e paranistas, mais timidamente) isonomia?
Tudo bem! mas para que o tratamento igual seja mesmo igual e justo, deverá corresponder por parte deles uma retribuição semelhante a que o Atlético está propiciando ao Estado.
Que pensem então, numa engenharia financeira de que modo farão essa retribuição para, depois sim, falarem em isonomia.
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