O boleiro com profissional gera uma equipe

O bolero é aquele que corre do meio campo até o ataque quando o time adversário está com a bola acreditando que o zagueiro vai perdê-la.

Boleiro é aquele que persegue um jogador lá da marca do pênalti até o meio-campo e toma a bola dele; dribla um, rebate a segunda, pega a sobra na terceira, e dá uma bicudinha para tocar para o companheiro.

O boleiro persegue tanto que acerta por trás e toma amarelo.

Boleiro toma bolada na cara e corre de olho fechado.

Boleiro mata a bola e olha para o goleiro, dribla dois e chuta na grama molhada.

Boleiro chuta perna, bola, mato, grama e faz o gol.

Boleiro não desiste.

Boleiro erra.

Boleiro da toque de primeira e depois finge dar o toque de prima, abre a perna e da um corta luz seguido de meia lua.

Boleiro é inesperado.

Boleiro é LUCAS.

Inesperado o que ele pensa em campo; às vezes dá certo, às vezes dá errado.

Agora vamos ao profissional.

O profissional não corre tanto, dribla com o corpo.

O profissional abre o arco para proteger a bola; mesmo ela perdida, dá a perna para levar pancada.

O profissional sabe que campo molhado mata a bola, protege e deixa a gordida quicar e morrer na grama úmida.

O profissional toca por cima, mata, não deixa acontecer o contra-ataque, mata com falta e não recebe cartão.

Baier, Claiton são PROFISSIONAIS.

Temos a receita de uma grande equipe, com uma sutiu diferença: IDADE.

Não são garotos de 23 anos.

Aviso ao GENINHO, a vaga está dando BICUDA, puxa o Kleberson para receber a bola da zaga, e se ele não sabe mais fazer isto, tem que achar alguem que saiba. ZAGA dando BICUDA é um fim da picada.

Vi o jogo contra o Cianorte na qual o piazão que todos criticam, Fransérgio, fazia isto e o time jogava com dois zagueiros. Mantenha três zagueiros, mas um deles tem que ser um lateral, põe o Claiton para receber a bola da zaga e o Kleberson em paralelo com o zagueiro lateral.

Põe esta zaga para conversar, falar, se cobrar.

O resto é com você, professor.