O jogo é nas quatro linhas

Como torcedor do Clube Atlético Paranaense desde o berço, membro de uma família de atleticanos desde Joaquim Américo Guimarães, Silzeu Pereira Alves, Maneco, Osley e tantos outros, não posso deixar de me manifestar quanto à tragédia que toma conta do Clube.

1. Não interessa se existe alguém que se considera um Bem Amado Científico;

2. Não interessa se quem ganhou a eleição na verdade a perdeu;

3. Não interessa quantos anos de psicanálise (freudiana, kleiniana, lacaniana ou não) são necessários para dar tão pouco resultado;

4. Não interessa se o sucessor escolhido era considerado pelo Bem Amado Científico como o “máximo” e hoje é tratado como um “ninguém” (sic);

5. Não interessa o jogo de empurra que culpabiliza ungidos e benzilhões pelos problemas;

6. Não interessa se hoje se ignora que o candidato à Presidência do CAP pela oposição foi o Fanaya e que eu concorri ao Conselho Deliberativo;

7. Não interessa a que “casta” (sic) o Bem Amado Científico pertence;

8. Não interessa se o Bem Amado Científico não sabe a diferença entre ser Doutor ou não;

9. Não interessa que o Bem Amado Científico não saiba a diferença entre mera pesquisa de opinião e pesquisa científica;

10. Não interessa se o isolamento e a falta de holofotes de quem queria ser totalmente ‘cientificamente’ Bem Amado está lhe causando estresse;

11. Não interessa se no momento de implantar o Tratado das Tordesilhas que dividia o Clube Atlético Paranaense em CAP Clube e CAP Copa, o grupo eleito pela maioria dos sócios, fez outra opção que não a que foi acordada previamente, conforme explicitado publicamente.

O que de fato interessa para nós, torcedores de alma rubro-negra, é o jogo nas quatro linhas. É a busca pelo título e não a luta contra o rebaixamento ou as brigas intestinas que assistimos recorrentemente, atônitos, tristes, revoltados, emudecidos.

Assinado: Professor Doutor (pela USP, uma das 100 melhores Universidades do Mundo) e Pós-Doutor (pela Michigan University, uma das 10 melhores Universidades dos USA), José Henrique de Faria, torcedor há 60 anos e cinco meses e sócio do Clube Atlético Paranaense. Parte dos “10%” (sic) que considera o Bem Amado Científico “prepotente e autoritário” (sic).