O Athletico-PR voltou a contar com Kevin Viveros nos treinamentos e ganhou uma notícia importante antes da retomada do Campeonato Brasileiro. O atacante colombiano participou normalmente das atividades com o restante do elenco durante a semana e não deve ser problema para o confronto contra o São Paulo, marcado para a próxima quarta-feira (22), às 21h30, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.

A presença do camisa 9 representa um alívio para o técnico Odair Hellmann. Viveros ficou fora dos amistosos diante de Boca Juniors e Red Bull Bragantino por causa de dores no joelho, situação que gerou preocupação entre os torcedores. O atacante também vive um momento de indefinição contratual, com as conversas para renovação ainda sem acordo definitivo.
Apesar da expectativa de contar com o principal goleador da equipe, Odair não pretende deixar o Athletico dependente de apenas uma forma de jogar. Durante a intertemporada, o treinador aproveitou os amistosos e os treinamentos para desenvolver um plano alternativo, especialmente porque Renan Peixoto e Jorge Rivaldo possuem características diferentes das apresentadas por Viveros.
Jorge Rivaldo ganha espaço como alternativa no ataque
Os testes realizados nos dois amistosos mostraram como Odair Hellmann pretende distribuir as oportunidades no setor ofensivo. Contra o Boca Juniors, Renan Peixoto começou como titular, enquanto Jorge Rivaldo entrou durante o segundo tempo. Diante do Red Bull Bragantino, a ordem foi invertida, com o colombiano iniciando a partida e o camisa 70 sendo acionado posteriormente.

Jorge Rivaldo aproveitou melhor as oportunidades e começa a ganhar espaço na disputa pela condição de reserva imediato de Viveros. No amistoso realizado na Argentina, o recém-contratado atacante teve a chance mais clara do Furacão ao receber um lançamento dentro da área, mas finalizou para fora.
Já contra o Bragantino, Rivaldo conseguiu deixar sua marca e anotou o único gol do Athletico na atividade disputada no interior paulista. O desempenho aumentou a expectativa sobre o reforço, que ainda passa por um período de adaptação ao clube, aos companheiros e às ideias da comissão técnica.
Mesmo satisfeito com os primeiros sinais, Odair mantém cautela. O treinador entende que Rivaldo e Renan Peixoto são atacantes mais voltados para o jogo de pivô, enquanto Viveros consegue atacar os espaços e oferecer maior profundidade ao setor ofensivo.
“Quando não se tem alguém como o Viveros, é preciso ter mais pé, mais posse, domínio e pivô, para sustentar a bola e empurrar o adversário para trás”, explicou Odair, em entrevista à TMC.
Furacão precisará mudar o estilo sem o camisa 9
A ausência de Viveros não significa apenas uma troca de jogadores. Sem o colombiano, o Athletico precisa mudar a maneira de construir suas jogadas e chegar ao ataque.
O camisa 9 se destaca pela velocidade, força física e capacidade de atacar as costas dos defensores. Essas características permitem que o Furacão seja mais vertical, acelerando as transições e aproveitando lançamentos em profundidade. Renan Peixoto e Jorge Rivaldo, por outro lado, oferecem maior presença física dentro da área e capacidade para proteger a bola de costas para o gol.
Por isso, o plano B desenvolvido por Odair passa por aumentar a participação dos meias e dos jogadores de lado. A intenção é valorizar a posse, aproximar os setores e criar situações ofensivas a partir de tabelas e jogadas apoiadas.

O volante Felipinho reconheceu que a adaptação ainda exige trabalho. Segundo o jogador, o elenco está buscando melhorar a conexão entre meio-campistas, pontas e atacantes para manter o nível ofensivo mesmo sem a principal referência da equipe.
“Estamos nos adequando a jogar de uma forma diferente, sem ele, e vamos ajustando essa conexão com os meias e os pontas para chegarmos ao ataque o mais rápido possível”, afirmou o volante.
Viveros concentra metade dos gols do Athletico no Brasileirão
Os números ajudam a explicar por que a volta de Viveros é tão importante para o Furacão. O atacante é o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 11 gols, e participou diretamente de metade dos 24 gols marcados pelo Athletico na competição.
Além das 11 bolas na rede, o colombiano também contribuiu com uma assistência, registrada na vitória contra o Internacional, ainda na primeira rodada. O desempenho transformou Viveros na principal referência ofensiva da equipe e em uma peça fundamental para a boa campanha rubro-negra.
A tendência é que o atacante seja titular diante do São Paulo, mas Odair sabe que a temporada exige alternativas. Entre lesões, suspensões e possíveis movimentações do mercado, depender exclusivamente do colombiano poderia se tornar um risco.
Com Rivaldo ganhando confiança, Renan Peixoto buscando espaço e o elenco aprendendo uma nova dinâmica ofensiva, o Athletico tenta chegar ao segundo semestre mais preparado. Viveros segue sendo indispensável, mas o Furacão trabalha para provar que também pode ser competitivo quando o camisa 9 não estiver em campo.
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