O respeito que tanto buscamos

Não interessa se sofremos somente duas derrotas em casa diante de dois clubes considerados de terceira grandeza na escala do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. O que interessa é que em todos os últimos campeonatos saímos assim, cambaleantes. De certo só que começamos com o pé esquerdo. E que esses pontos perdidos serão de grande importância no final do ano. Não sabemos até que ponto serão importantes: se nos colocarão no limite do rebaixamento ou a beira de classificação de um campeonato internacional. Mas o certo é que não lutaremos pelo título.

O presidente Petraglia lutou como pôde para conseguirmos um lugar de respeito no cenário nacional. E para isso tivemos regularidade de manter um time aguerrido e competitivo, campeão nacional, vice-campeão nacional e da Libertadores. Isso diluiu-se no tempo. Exigir, hoje, respeito aos berros é pré-requisito para não ser respeitado. Não temos um time aguerrido. Não temos regularidade. Somente sabemos que vamos aos trancos e barrancos durante todo esse ano, novamente.

Me intriga tanta gente considerada competente errar tanto. Somos um time de estrutura, tradição e compromisso, mas nada disso conta na hora de disputarmos um campeonato como o Brasileirão. Nele partimos cinco passos atrás. Atrás dos paulistas, cariocas, mineiros e gaúchos. E mesmo assim nos jogamos soltos em busca de aventura. Intrigante. Alguém deve ganhar algo com isso. Não imagino como, pois, entre outras coisas um time aparentemente fraco não consegue um bom patrocínio buscado. Não vende material. Maltrata a torcida. Ofende sem precisar. Perde. Perde a ponto de cair para uma desastrosa segunda divisão. Será que novamente vamos passar por isso esse ano?

À época das eleições, quando fui votar, haviam duas chapas. Da situação, que ganhou, e da oposição, que perdeu. Na época escolhi a oposição. O presidente Petraglia dava sinais de cansaço e mudar um pouco, às vezes, nunca é de todo mal. Hoje a situação é oposição e não tem para apresentar nem a continuidade do tão valoroso trabalho realizado pela anterior presidência e nem a inovação propagada pela verdadeira oposição. Foi aí que perdemos.

Vou terminar apelando para a esperança. Só isso que resta. E que fique claro, principalmente se alguém da cúpula diretiva do Atlético estiver lendo esse lamento: o respeito que tanto buscamos está longe de ser concretizado dessa forma. Por favor, tomem uma atitude de verdade.