Não foi preciso ser adivinho, vidente, profeta, cigano ou qualquer coisa do gênero para antecipar que os cariocas da zona sul da tabela seriam literalmente empurrados para cima na reta final do campeonato. Basta entender só um pouquinho de futebol. Isto já era perceptível há umas dez rodadas, enquanto eles capengavam distantes, então podia-se tranquilamente imaginar que logo seriam verdadeiramente recompensados.
Da conivência da mídia não menos podia se esperar que iriam pintar a bola derradeira destes dois times como se fossem a oitava e a nona maravilha do esporte. Tanto que fizeram das palavras de Belluzzo um alarde de tais proporções que deixaram a má fé do encomendado Simon encoberta pela névoa do descalábrio. Simon, que irá para a África mesmo camelando no deserto da imoralidade, invocando bestialmente a “honra gaúcha como escudo à frente de sua parcialidade não mais duvidosa. A mídia e o seu poder de desviar o foco da verdade principal, fazendo dos seus interesses a opinião geral dos espectadores, somente dos que são ingênuos, é claro. Podem escrever que este apagão vai render, mascarando muita trapaça feita à luz do dia, que não será manchete, muito menos algo digno de nota.
Artimanha, própria dos covardes, que não possuem a hombridade suficiente para assumir os revezes da vida. Tanto o legítimo gol anulado de Obina quanto o claríssimo impedimento no 2º gol botafoguense de Lúcio Flávio foram as duas provas mais recentes desta prática nociva que só visa atender ao sistema de perpetuação da tramóia, pela promoção da sobrevida moribunda, ainda mais com o Fluminense, que veio da segunda divisão (com escala na terceira) para a primeira flutuando num tapetão mágico fabricado nas mil e uma noites da cidade maravilhosa, em pleno apagão moral. Agora resolveram ressuscitar os mortos vivos injetando cloreto de potássio, mas no coração alheio do Porco e na bunda aleatória dos Coxas e o estoque deles desta droga está pra lá de Marrakesh.
Como as sociedades de uma certa forma evoluem, fica muito difícil virar a mesa novamente, então o jeito é dar um jeito antes do fim. Digo isto para avisar aos mais incrédulos que domingo haverá novo capítulo desta armação ilimitada, o cambalacho da vereda tropical, contra nós rubro-negros. Não se surpreendam com nada de errado ou injusto, pois tudo já faz parte daquele esquema. O protecionismo dos mandantes da CBF e do STJD – em sua maioria torcedores simpatizantes respectivamente das laranjeiras e do Engenhão – dá o respaldo para o que der e vier e para tudo aquilo que já deu ou ainda está vindo.
Baseado nisso, posso afirmar duas coisas. Como num jogo dos sete erros, a primeira é a certeza que:
1. Cartões: haverá jogador (no mínimo 1) do Atlético expulso, ainda no primeiro tempo; os atletas deles baterão à vontade, sem levar cartões nem advertências; mesmo que saia muito, mas muito sangue ou se algum jogador nosso ficar desacordado em decorrência de porrada na cabeça, ou ainda se alguns dentes se perderem no gramado em virtude de cotoveladas: dirão que foi acidental, que fez parte do jogo de contato; não esquecendo do programado festival de amarelos para cima da gente.
2. Disciplina: não serão marcadas faltas a nosso favor, assim como foi contra o Goiás.
3. Pênaltis: não marcarão nenhum contra eles; serão marcadas no mínimo duas penalidades máximas a favor deles, com certeza, inexistentes.
4. Técnica: haverá igualmente faltas, escanteios e laterais invertidos; a lei do impedimento não valerá para eles e vários ataques legais atleticanos serão interrompidos pelos bandeirinhas, quando escaparem do árbitro.
5. Lopes corre um sério risco de ser também expulso em virtude da indignação frente a estes assaltos, inclusive de pegar uma suspensão até o fim do campeonato: assim ajuda aos dois moribundos.
6. Da nossa torcida que comparecer in loco, parte dela vai apanhar. Admira não terem levado o jogo para um campinho menor, que lá tem aos montes.
7. Um jogo que entrará para a história do futebol provavelmente pela mancha da vergonha.
A segunda certeza é que: CIENTE disto, o time atleticano precisa ter outra postura em campo, muito diferenciada do que foi nos últimos jogos. Se ficar atrás, jogando na base do tal acovardado contra-ataque, fará exatamente com que tudo isso aí em cima possa acontecer mais facilmente, de tanto proporcionar chances em quantidade.
Ou se agiganta e vai para cima da turma do pó-de-arroz na cara ou se acovarda e fica na retranca aguardando a felicidade alheia, dando sopa mui temperada para bandido purpurina baby-face. Isto é, ou é ativo ou vai morrer de passividade. Ou são machos ou são bonecas. Escolham. Escolham antes, porque lá dentro não vai dar para mudar o que já está escrito. É o único jeito de quebrar este canalha paradigma da virada, cuja arbitragem mexe e muito não só nos jogos, mas em rebaixamento e até em título. Um só ponto já é suficiente para rebaixar ou dar a taça, imagine dois ou três. Um só ponto foi suficiente para dar direito à taça que a Gazeta do Povo se esqueceu de levar. E o médico-dirigente da coxarada não acredita que haverá complô contra o Coxa… tolinho, o complô é a favor do Flu, sua anta!
Portanto, se os jogadores do CAP entrarem em campo sem maquiagem, sem disfarce, salto ou coisa parecida artifícios característicos dos mascarados Fluminense e Botafogo poderá sair de lá com a permanência para a segunda divisão garantida, além do rebaixamento do Fluminense decretado, duela a quien duela. De tanto que vacilaram ao longo do ano, deixaram para recuperar pontos perdidos só agora no fim: então, meus caros, arquem com as consequências de sua pasma, quer dizer, tenham a responsabilidade suficiente para que não venham dizer depois que foi desatenção ou culpa do juiz ou o escambau.
Não caio nessa balela de que eles estão comendo a bola, futebol bonito, ascensão, o cacete: isso é mentira de circo. Aqueles tricolores funcionários de circo que só fazem enganar a criançada. Tem muita pipoca nessa lorota, tem sim, sinhô! Estão na verdade querendo construir, lógico que artificialmente, justificativas para manter o Nense na primeira divisão. SE houver justiça, vão despencar que nem Sérgio Naya: o time de areia, quer dizer, de pó-de-arroz.
Assumam a condição de jogadores que honram a camisa que vestem e que fazem jus ao salário que recebem, entrando no jogo ofensivamente e saindo para cima deles como homens. Inteligentemente, com muito cuidado para não se envolver em lances passíveis de expulsão. Diria eu que não é jogo para Valencia, Nei, Rhodolfo, Alex Sandro ou Márcio Azevedo. São jogadores que não têm o tempo de bola e lhes faltam alguns neurotransmissores sinápticos para reconhecerem esta própria carência, que se mistura com doses de ingenuidade, num coquetel servido com uma cereja de falta de conhecimento, que eles tomam quase regularmente a cada rodada. E tem gente que idolatra o resistente Nei: mais uma perda de referenciais, além do que ainda esqueceram o que ele não fez no passado. Se é questão de garra, contratem o Wanderlei Silva, pelo menos é gente nossa, mete medo e não se arrega para empresários.
Então, a coisa dependerá no fundo é de nós mesmos, quais nossos posicionamento e atitude tomados em campo. Qual nosso propósito. Se for defensivo, adeus. Cagadas frequentes nas rodadas anteriores agora cobram com muito mais veemência obrigações e deveres, nada mais.
Já que Malluceli não se insurgirá contra ninguém mesmo, que ele vá até o Banco e reserve uma razoável quantia-prêmio para motivar a determinação dos senhores profissionais que vestem nossos uniformes, tal qual foi em 2008. Se este for o preço para nos livrar do descenso, que paguem, pois esta campanha nada mais revelou do que a repetição da incompetência e da incapacidade gestora dos dirigentes do Clube. Futebol, zero. Trouxeram dois pares de chuteiras e um monte de Congas, e queriam competir desse jeito.
-Ah, falar é fácil: o dinheiro não sai do seu bolso!
-Saiu sim, eu paguei um ano inteiro essa bos** de pay-per-view e mais uns milhares de torcedores pagaram à sua maneira, e quem montou o time foram vocês!
A tecnologia nunca virá para o futebol. Por isso, nunca haverá justiça. Melhor que ela esteja longe, assim estes episódios e tantos outros poderão se repetir tranquilamente, tal como a taça do Corinthians em 2005 foi erguida na base da gatunhepa. O argumento da perda da magia do futebol, da graça, do torcer, da emoção, serve para eles continuarem a sustentar seus bastardos interesses, sempre em detrimento da verdade, em detrimento dos outros, que não são mais fracos, mas sim vulneráveis, somente por não fazerem parte do seu regionalista e oligárquico bando.
Voltando ao bicho, acho engraçado pensar como seria se, por exemplo, um bombeiro para empenhar-se em apagar um incêndio, só o fizesse com a condição de receber um extra no paralelo. Se você médico, no meio de uma cirurgia a interrompesse e fosse até a família do paciente pedir uma verba a mais para colocar o stender da forma correta. Se o engenheiro cobrasse uma propina para reforçar a fundação de uma ponte. Se o caixa de banco exigisse dindim para não morcegar e trabalhar mais rápido. Se a cabeleireira da sua mulher te ligasse para cobrar uma mufunfa por baixo dos panos para o alisamento, senão ela taca litros de formol na cabeça dela. E por aí vai. E a conclusão é triste. Porque o futebol deles tem essa peculiaridade que a nossa vida não permite. Talvez seja porque onde rola muito dinheiro, pessoas despreparadas para ter este dinheiro, necessitam um pouco mais do que já é em demasia. Dá-lhe, dá-lhe ô, Brasil! O mais emergente dos emergentes. Não esqueçam que nosso Presidente é o cara e que o PSDB vem aí com tudo, para mais 8 anos de privatizações e achincalhamento da coisa pública.
-Você é um baita pessimista! Já está derrotado antes do jogo!
-Pessimista é você, que acha que aquilo será um jogo! Eu sou otimista, pois penso que há 50% de chance do Atlético assimilar que existe este esquemão, conscientizar-se, reconhecer o nosso valor e vestir a camisa com amor para, simplesmente, GANHAR A PARTIDA!
Depois do jogo a gente se fala. E veremos quem foram os homens, que não usaram maquiagem. E quem foi time de bonecas, que sucumbiu ao artifício midiático global. O mesmo vale contra o Botafogo. Porque não há nada como sair às ruas de cara limpa. Quero dizer, de consciência limpa.
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