Ricardo Gomes, homem de honra

Apesar de este espaço estar vinculado ao nosso amado Atlético, não posso deixar de prestar minhas homenagens e solidariedade à família de Ricardo Gomes, desejando que se recupere logo e com o mínimo de sequelas.

Não posso deixar de abominar as manifestações de torcedores do Flamengo, ao gritarem ‘vai morrer’, enquanto o então treinador do Vasco da Gama deixava o estádio em ambulância após um AVC dentro de campo.

E espero que tal atitude seja reflexo apenas do ‘calor da torcida’ e não da alma de quem assim se manifestou, pois se assim o for, tal torcedor não pode ser classificado como membro integrante da categoria que se denomina ‘humano’.

Tenho sempre o hábito de ouvir os comentários e entrevistas depois dos jogos do Atlético, perdendo ou ganhando.

Quando Ricardo Gomes treinava o São Paulo, o time e o treinador vieram à Baixada e o São Paulo perdeu o jogo.

Após a vitória do Atlético, sempre há aquele bairrismo e aquela arrogância marrenta tradicional da imprensa paulista e carioca.

Um repórter perguntou ao Ricardo Gomes a razão da vitória do adversário – o Atlético – e sem sair para o lugar comum onde vários treinadores cheios de marra se escondem – campo, juiz, violência adversário – Ricardo simplesmente atribuiu a vitória à competência do time adversário – nosso Atlético – que jogou melhor e mereceu vencer e que se o time que treinava – o São Paulo – quisesse vencer, que seus jogadores fossem mais sérios e determinados como o adversário o foi.

Me rendi…

Somente um homem que conheça muito de futebol, que não medo de nada e que não deve nada à ninguém, para falar o que ele falou.

Assim, desejo e espero que Ricardo Gomes melhore e volte ao futebol, pois precisamos de pessoas sérias e honestas em nosso futebol, sem estrelismo.