Basta! Cheguei ao limite do meu limite. O jogo que presenciamos na noite de hoje não é de se lamentar , é de se chorar! Conseguimos perder para um time que tem a zaga formada por Durval e Igor e que o reserva imediato do setor é o Gustavo. E o pior, com o marcador registrando dois gols a zero ao nosso favor. Nós entregamos mais um jogo, como fazia o Coritiba em 2005.
Se nós irmos um pouco além do que os números nos mostram, o Atlético já está na zona de rebaixamento, e se não me engano com o terceiro pior desempenho entre os vinte participantes do certame. Na frente de apenas dois ou três times que recebem cotas ínfimas perto do que o nosso Clube recebe e arrecada de todas aquelas fontes que nossos grandíssimos dirigentes nos contam e falam com o maior orgulho aos 4 cantos do mundo.
O nosso elenco de jogadores é totalmente sem alma, não há um jogador que temos como referência, não há aquele que nos dá a segurança e a tranqüilidade de que o trabalho será executado com o melhor desempenho e qualidade possível. Não há!
E pasmem os senhores, a nossa diretoria trás jogadores como Clayton e tantos outros cabeças de bagres, incompetentes e incapazes de realizar aquilo que eles treinam todos os dias!
Falando em treinamento, eu não entendo o que o pessoal faz no moderníssimo CT do Caju. Juro por Deus que eu não entendo. Nós temos um centro de treinamento de milhões e milhões de dólares, e os nossos jogadores não conseguem dar um passe em profundidade, não conseguem levantar a cabeça antes de fazer uma jogada, não conseguem marcar o adversário na bola alçada à área, não conseguem fazer uma triangulação, uma tabela simples. Eles não conseguem. Vou dar um exemplo melhor e mais claro, eles não conseguem bater uma falta frontal a meta em direção ao gol. Simplesmente eles não conseguem realizar essas coisas. Depois desses fatos ficam aqui algumas perguntas.
O que diabos essas pessoas fazem no nosso CT ? O que diabos fazem esses jogadores vestindo a camisa do Atlético ? O que é o Edno jogando na lateral esquerda ? O que aquela caricatura de mini-craque fantasiado de jogador de futebol chamado Clayton esta fazendo vestindo a minha, a sua, a nossa tão amada camisa Rubro Negra? Dá pena.
Talvez essa não seja a hora de se procurar culpados, talvez essa seja a hora de apoiarmos, como dizem os mais apaixonados e sonhadores. E eu me enquadro com orgulho nesse seleto e respeitado número de torcedores. Mas como eu disse no começo do meu desabafo, eu cheguei ao limite do meu limite. Eu não agüento mais. Podem vir os defensores daqueles que tomam as decisões em nosso clube como bem fazem os donos de seus estabelecimentos com inúmeros argumentos que o Atlético já teve time piores que o atual, que nós já ficamos 12 anos sem título um título, que nós já fomos sem-terra e hoje temos o maior patrimônio do Brasil, etc., etc.
Mas a maior graça de ser Atleticano, não era no time, não era pelo seu estádio e muito menos pelos títulos. Era sim de ser feliz. Era de ir aonde o Atlético fosse jogar, como diz a nossa música, é na baixada, pinheirão, ou na puta qui pariu, e poder gritar, se emocionar, torcer, ficar em pé, correr na hora do gol…..
Ser Atleticano é muito mais que apenas torcer para onze jogadores que vestem a nossa camisa. Quem é um atleticano de raiz, sabe o que eu estou falando. O Atleticano é diferenciado dos demais. Nós somos Fanáticos mesmos. Não estou me referindo a torcida organizada, mas sim a torcida num todo. Nós sempre jogamos com o time, nós sempre carregamos esse clube não importando quem era os jogadores que nos representavam em campo em todas as épocas de sua existência. Fomos nós que levamos o time de 2005 á final da Libertadores e, ficou constado que longe de nós, como aconteceu nas finais daquela competição, o time sucumbi.
E hoje o Atlético está longe da gente. Não no aspecto físico, mas na sua essência. O clube virou as costas para aqueles que mais lhe amam, para aqueles que mais lhe querem bem. Não se faz uma coisa dessas pois o amor que cada atleticano tem pelo Atlético seja esse atleticano rico ou pobre, morador de bairro ou não, esse amor é o amor que um pai tem para o seu filho. Mas devidos aos últimos acontecimentos todos nós paramos de sorrir, paramos de fazer a nossa festa, deixamos de ser nós mesmo e pegamos aquele lado mais escroto e coxa branca que existe no mundo, o lado da vaia, das ofensas. Nós entristecemos!
O Atleticano não quer um time campeão, nem um elenco milionário e muito menos ser campeão todos os anos. O Atleticano só quer poder voltar a sorrir. Só quer voltar a ser feliz!
E para que isso aconteça é necessário que haja um esforço da torcida e do clube. Deve-se abaixar os preços dos ingressos para que possamos ser nós mesmos, para que nós possamos fazer a nossa festa na nossa casa. É dever a torcida se comprometer com a sua paixão, pagando um preço justo pela qualidade do espetáculo apresentado e tornar-se associado do clube na maneira que é cabível a cada torcedor dependendo de sua disponibilidade e a sua situação financeira.
E que por favor, cientistas do futebol, contratem jogadores pela sua qualidade técnica e competência. É inadmissível ver o Atlético atrás de clubes como o Paraná, que tem uma renda financeira muito menor que a nossa e com um numero de torcedores que não chega nem a um quarto da nação Atleticana.
Sobre o jogo de hoje, só nos resta chorar e rezar, pois estamos indo a passos largos rumo à segunda divisão do futebol brasileiro. Mas eu não perco a fé e como um bom romântico que sou ainda creio numa recuperação, e estarei ao lado do nosso Atlético, aonde ele estiver!!
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