6 maio 2019 - 18h35

Athletico sofreu sete gols nos últimos quatro jogos

Após um começo de ano com destaque na imprensa esportiva (inclusive internacional), com oito gols marcados e apenas um sofrido em quatro jogos disputados, o elenco principal do Athletico mostrou certa fragilidade defensiva nos últimos jogos que disputou: entre Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro, foram sete gols sofridos em quatro partidas.

Encabeça a sequência a partida contra o Jorge Wilstermann, na altitude boliviana. Foram três gols sofridos, dois deles de pênalti, e o derradeiro aos 42 minutos da segunda etapa, decretando a derrota atleticana.

Em seguida, teve início o Campeonato Brasileiro, e quatro gols foram sofridos pelo Furacão nas três primeiras rodadas do certame: o gol de honra do Vasco da Gama na goleada imposta pelo Athletico aos cariocas na estreia na competição, dois tentos marcados pelo Fortaleza (decretando a derrota atleticana), e um gol da Chapecoense, garantindo o empate para a equipe catarinense.

Mudanças na defesa

Dos sete gols sofridos, em três deles (nos jogos contra Vasco e Fortaleza) o Athletico contava com sua defesa considerada titular: Santos no gol, Jonathan e Renan Lodi nas laterais, e Thiago Heleno e Léo Pereira na zaga.

Na derrota mais elástica, contra o Jorge Wilstermann, apenas Thiago Heleno não jogou, após ser poupado por problemas fisiológicos (sendo substituído por Paulo André).

Já no empate com a Chapecoense, o Athletico levou a campo um time misto que contou com uma linha de três zagueiros à frente do goleiro Santos, formada por Robson Bambu, Paulo André e Léo Pereira.

Desatenção nos minutos finais

Chama a atenção o fato de que três dos últimos sete gols sofridos pelo Athletico foram marcados nos minutos finais das partidas: aos 42’ (contra Jorge Wilstermann), 43’ (contra o Vasco), e novamente aos 43’, contra a Chape.

Com a exceção do gol marcado pelos cariocas, os outros dois tentos sofridos nos minutos finais significaram perda preciosa de pontos. A derrota contra o time boliviano fez com que a classificação para a próxima fase da Copa Libertadores viesse graças ao empate do outro jogo travado no Grupo G (uma vitória do Tolima-COL faria com que o Athletico precisasse vencer o Boca Juniors em plena La Bombonera para garantir a classificação).

Já o gol marcado pela Chapecoense tirou do Athletico a vitória, dois pontos importantes para o longo e disputado Campeonato Brasileiro, bem como a chance de exorcizar o fantasma de má campanha fora de casa, que assombra a equipe desde o ano passado.

Ainda é cedo para uma conclusão, considerando que o time principal atleticano nem sequer alcançou dez jogos na temporada. Porém, com diversos jogos com pouco intervalo de tempo entre eles ao longo do mês de maio, disputando quatro competições diferentes (destacando-se as finais da Recopa e as oitavas de final da Copa do Brasil), todo o cuidado é pouco; é preciso atenção na defesa durante todos os 90 minutos jogados.

A mínima falta de concentração poderá custar caro ao planejamento do clube para o restante do ano.



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