8 out 2019 - 12h20

Mudança de patamar

O visível crescimento do Athletico na última década e meia é fato mais do que sabido por todos. A construção de dois estádios modernos, a estruturação daquele que é tido como o melhor Centro de Treinamentos da América Latina, o fomento nas categorias de base e utilização de tecnologia de ponta são diferenciais que colocaram o rubro-negro no radar do futebol nacional.

Entretanto uma questão sempre foi levantada: até onde o extra campo levaria o Athletico a ser reconhecido não mais como um emergente, uma promessa e sim uma realidade a desafiar o grupo dos chamados grandes do futebol brasileiro?

As recentes conquistas do time de aspirantes com o bicampeonato estadual e principalmente ao levantar os inéditos troféus de campeão da Copa Sul-Americana 2018 e da Copa do Brasil 2019 parecem ter coroado essa caminhada rumo ao topo.

E agora, o Athletico mudou de patamar realmente?

OPINIÃO DO TORCEDOR

“Esse título pode trazer a mudança de patamar financeiro para o Athletico ter uma nova política de contratações, investindo mais em jogadores com alto potencial e que já estão prontos no futebol profissional. Além disso pode nos guiar novamente a mais um passo largo na conquista por títulos em 2020. Entramos na Libertadores não mais como coadjuvantes”.

Juliano “Fusca” Lorenz, jornalista e editor-chefe do Portal Trétis

“Ganhar a Copa do Brasil espantou alguns ‘fantasmas’ do passado como ser uma competição que o Atlético não conseguia prosseguir, e que em 2013 conseguiu chegar na final, mas, não fez frente ao Flamengo nos dois jogos. Esse ano não só avançou contra times gigantes, incluindo viradas épicas contra Flamengo e Grêmio nas quartas e semis respectivamente, como ganhou a final em dois jogos com muita propriedade e um futebol primoroso. Esse título é o resultado da ‘casca’ adquirida nos últimos anos e acrescenta aquele peso a camisa para futuras decisões.”

Victor Ferreira, engenheiro e sócio furacão

“A conquista da Copa do Brasil consolida o Atlético no cenário futebolístico nacional. Provavelmente não com a grandeza que queremos, mas com o respeito que esperamos. O quilate dos adversários e o encerramento da competição com duas vitórias sobre o Internacional (a primeira derrota da história deles numa final nacional em casa, diga-se) tornam o título muito especial. O triunfo será lembrado pelo sentimento de superação, e sua marca é o ato final da competição: a plasticidade da jogada de M. Cirino no golpe de misericórdia que aplicamos no Inter. O lance é patrimônio do futebol brasileiro. Jamais será esquecido.”

William Romero, advogado e sócio furacão

“Não tenho a menor dúvida sobre a mudança de patamar do Athletico. A conquista de dois títulos de peso em menos de um ano garante o nosso lugar entre os gigantes do futebol no Brasil. E estas conquistas se juntam agora ao Campeonato Brasileiro de 2001. Ou seja, temos em nossa galeria de troféus os dois maiores títulos nacionais e uma copa internacional, a Sulamericana. Não há o que contestar. Temos história, estrutura, torcida e títulos. E vem muito mais coisa por aí. Time de toque de bola, vertical e que sabe fazer a leitura de todos os momentos dentro de um jogo de futebol, atacamos e defendemos conforme o andar da partida. O saldo é positivo: dois canecos pesados em menos de ano. E o time continua jogando bem. Que venha 2020!” 

Eduardo Santana, jornalista e sócio furacão

Time e torcida vão se habituando a decidir jogos importantes. [foto: AGÊNCIA F8/Vinicius do Prado]

O QUE DIZ A IMPRENSA ESPORTIVA

Para a jornalista Nadja Mauad, da RPC e portal globo.com, as conquistas seguidas da Sul-Americana e Copa do Brasil em sequencia são sim um impulso que coloca o Furacão soprando forte entre os grandes. “Antes o Athletico era muito conhecido pela estrutura, na formação de jogadores nas categorias de base dando espaço para eles jogarem, mas faltava o futebol, tornando ele um time competitivo.”

Nadja lembra ainda que o clube vai disputar sua sétima Libertadores da história e que a partir dos anos 2000 (Brasileiro 2001, vice nacional 2004, vice da Libertadores 2005, final da Copa do Brasil 2013), juntando-se a isso as conquistas de 2018 e 2019, fizeram o clube dar um verdadeiro salto de patamar. “O Athletico hoje entra pra brigar com chances em qualquer competição, deixando de ser somente um clube moderno, ousado, mas também um time extremamente competitivo”.

O apresentador e jornalista da Rádio Transamérica Marcelo Fachinello destaca que a conquista inédita da Sul-Americana e Copa do Brasil são importantes devido ao tempo que não só o Athletico, como o futebol paranaense não vencia um campeonato tão relevante.

“Esse espaço tão grande entre uma conquista e outra mostra a importância desse título do Athletico na Copa do Brasil, elevando o clube a um novo patamar na prateleira do futebol brasileiro.” Fachinello destaca ainda que o título coloca novamente o futebol paranaense no rol dos que conquistaram campeonatos importantes, sendo sem dúvida alguma uma conquista muito grande do Athletico.



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