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7 fev 2014 - 11h31

Benditos sejam

Nem começou a fase de grupos da Libertadores e o Atlético já fez história na competição. O uso de adjetivos não saciarão a impossibilidade de descrever o que foi a partida de ontem. Foi uma noite para ficar na história do Clube, na história do futebol Brasileiro, Sul-Americano, até Mundial. Incrível como só o Atlético é capaz de nos proporcionar tamanhas emoções. Parece fato premeditado que toda vez tem que ser sofrido, chorado, suado. Toda santa vez!

Na verdade, essa era pra ter sido uma disputa teoricamente fácil, visto que o time peruano não é uma equipe forte, muito menos tradicional na competição, apesar das dezenas de participações. Mas as ressalvas do nosso time fizeram com que o confronto ficasse tão difícil que, ontem, aos 48 do segundo tempo, todos já praticamente apenas esperavam o apito final e a desconsoladora definição: Atlético eliminado na pré libertadores. Ontem, porém, foi a noite em que o futebol nos ensinou a acreditar até o último instante. À exemplo do que vi nas tantas manchetes e colunas de hoje ‘quem veste a camisa do Atlético Paranaense perdeu o direito de duvidar’.

Depois desta ‘peleja’ digna de libertadores, onde houve catimba, expulsões, gols, penalidade aos 52 do segundo tempo e decisão por pênaltis, com o Atlético ressuscitando três vezes, fica o recado: vaidade mata, portanto cuidado excelentíssimo Sr. presidente do nosso clube, Mário Celso Petraglia. Abre aspas. Pois quem é que precisa de Paulo Baier, Everton, Elias, Léo, Luiz Alberto e Vagner Mancini, não é?! Baier foi só o melhor meia do brasileiro passado, mas ganhou o que pelo Atlético? Poupe-me… Everton e Léo foram comprados, impossível competir com o Flamengo, concordo. Time que ainda levou aquela que seria nossa principal contratação, do meia argentino, revelação lá dos hermanos. Ah, um meia! Que tanto faltou no jogo de ontem… mas ainda tínhamos Elias no elenco. Mas Elias, Sr. Presidente? Depois que foi emprestado chegou apenas a final da Sul Americana com a Macaca, mas, à exemplo de Baier e cia na Copa do Brasil, ficou com o vice! Então, que vá pro Cazaquistão! E Luiz Alberto? Luiz Alberto é um zagueiro veterano ainda em atividade, para quê mantê-lo num time com Cleberson? Certo, certo Sr. Presidente. Tudo certo. Que baita planejamento! Vamos surpreender de novo! Vamos de Portugal na beira do gramado mesmo, que este conhece o time e sabe das coisas. É gênio! Fecha aspas.

Sorte. Benção. Mãos divinas. Com a classificação histórica, asseguramos jogadores importantes, faremos caixa, e teremos o merecido fortalecimento da nossa imagem em termos internacionais. Além disso, cresce a expectativa para a concretização do acordo com Adriano e a necessária vinda de novas peças para compor o time – principalmente o meio – e esse elenco dilacerado: se o objetivo for mesmo o de passar às oitavas.

Salvou-se, assim, o semestre e a temporada passada, que por muito pouco não foi lançada pelos ares. Quem vibrou e se emocionou com a virada por 5×4 sobre o América – MG, em 2012, quase morreu do coração na noite de ontem, onde o Atlético venceu o adversário, seus próprios limites, os erros de seus superiores e fez o impossível, imortalizando o dia cinco de fevereiro de 2014 na memória de todos nós, Atleticanos. Por essas e por outras, roguemos: benditos sejam os Deuses do futebol, que colocaram o Clube Atlético Paranaense na fase de grupos dessa Libertadores da América de 2014!

Saudações Rubro-Negras! E a propósito, como vai o coração hoje?



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